Entrevista Absolutista 300 com os Suíços da Algebra


Algebra

Algebra-Para nossos amigos lusófonos!

Obrigado Felipe!Tempestade Conservadora17 de setembro · 

A Tempestade Conservadora Chega a Sua Histórica Entrevista 300 com a Banda Suíça Algebra e a banda nos lança seu Terceiro Álbum Intitulado como Pulse?.A Banda tem essa formação:Ed Nicod como Vocalista e Guitarrista,Phil Void como Segundo Guitarrista,Mat Meillard como Baixista e Tony Sharp como Baterista.Vamos a entrevista agora!

Tempestade Conservadora 1:Apresentem a banda pra nós?
Ed Nicod-Algebra:Somos uma banda de Thrash da Suíça e grandes fãs de vários outros estilos inclusive Death, Groove, prog, Heavy e grunge.
Tempestade Conservadora 2:Falem sobre o trabalho de composição em Pulse?
ED: É uma continuação do que fizemos nos dois álbums e no EP anteriores, mas essa vez com mais experiência musical e de vida. Eu estava fora da banda e trabalhando em São Paulo quando começou o processo desse album, mas sempre tocando e fazendo riffs todos os dias. Tony e Phil começaram com o que geralmente fazemos no início. Achar riffs e temas melódicos que podemos modular de várias formas para criar uma música coerente, interessante e com muitas partes diferentes mas relacionadas no mesmo tempo. Tony sempre fez a maioria do arranjo musical, estruturando e modulando as ideias até obter uma música bem feita. Eu voltei do Brasil em setembro de 2017 e os caras queriam que eu voltasse para a banda. Já estavam prontos quase todos os riffs e as estruturas das músicas quando voltei, então começamos a tocar e ajustar as músicas ainda um pouco e comecei a escrever as letras e os solos. Tony também escreveu um solo, o primeiro sobre a música Addicted to Authority que gostei bastante e toquei no álbum. Alguns dos solos e a maioria das letras estavam prontos antes de gravar, mas fiz uma boa parte dos solos e dos vocais no final do processo, então como sempre é um pouco estressante para todos. Acho que gerou uma pouco de tensão. É um dos motivos pelos quais Tony e eu tivemos conflitos, eu saí em 2014 e voltei em 2017 e ele saiu agora. Nossas personalidades são bem opostas e acabei cansando todo mundo. É um ponto que vou melhorar agora, pois vou ter que compor a maioria da música daqui para frente e vão ter novos membros na banda.
Tempestade Conservadora 3:Como foi a experiência de fazer um álbum ao vivo?
ED:Em 2013, decidimos tocar nosso álbum Polymorph uma vez inteiro ao vivo na nossa cidade e nessa ocasião, gravá-lo e fazer um vinil em edição limitada. Acho que foram só 100 cópias e esgotaram rápido. Foi muito bom poder tocar o CD inteiro e ficamos felizes do resultado, pois o álbum tem coisas bem técnicas e é bem diverso. Na mesma noite, depois do primeiro show fizemos um karaokê. Tocamos muita música pop, grunge,Trash, Death, Grind e vários amigos e eu cantamos. As melhores covers foram Biotech is Godzilla do Sepultura e Toxic Waltz do Exodus!
Tempestade Conservadora 4:A Banda escolheu algum single pra este álbum e o porque desta escolha?
ED: Escolhemos divulgar em primeiro o single Pulse? que também é o nome do álbum e depois escolhemos Digital Master. Foi difícil escolher, porque realmente gostamos de todas as músicas, mas essas duas são bem representativas das letras do álbum e das mensagens que quero dar através do projeto Algebra. Além disso, gostamos muito da energia das duas músicas e dá para ouvir o que é nossa banda. Cortamos os três últimos minutos de Pulse para que fique menos comprida. Dura cinco em vez de oito minutos e podem escutá-la aqui.

Tempestade Conservadora 5:Qual tema lírico do álbum?
ED:Voltei a falar do aspeto nocivo da humanidade, das desigualdades, do poder, da corrupção e dessa vez focando bastante na tecnologia que centraliza ainda mais os dados de todo mundo e o poder entre as mãos de poucos, assim como a inteligência artificial que vai nascer disso e substituir até esses poderosos que por enquanto se acham invencíveis. Chamei essa entidade de Techno God ou Deus da Tecnologia que talvez irá conquistar e controlar o Universo, depois que nos tenhamos matado entre nós ou através dele. Ele poderia então usar os dados da nossa consciência coletiva para nós inserir dentro de uma simulação tipo Matrix. No entanto, poderia ser que isso já tenha acontecido. Quem sabe? Se for, seria uma boa explicação para nossa existência onde o Deus é um programa informático sem empatia nenhuma e a gente só somos código e dados. Só alegria.
Tempestade Conservadora 6:Como a banda trabalha seu lado progressivo?
ED:Sempre tentando se inspirar não somente no Thrash e agregando partes diferentes, modulando os mesmos riffs e melodias de várias formas para ter uma diversidade de atmosferas, seguindo também uma certa lógica na estrutura das músicas.
Tempestade Conservadora 7:O que a banda quer dizer com dissonância harmônica?
ED: Poderia ser uma metáfora para não seguir o mesmo caminho que todo mundo, mas como muitos apaixonados de música,isso realmente vem do fato de gostar de coisas diferentes e querer ser surpreendidos e descobrir emoção através do aspeto esquisito, escuro, triste, violento, dinâmico que achamos na música.Particularmente no Thrash e Death progressivo. As possibilidades são maiores e a música mais única quando você se impõe menos regras sobre como usar as doze notas da guitarra em várias sequências e partituras temporais,tempos, etc.
Tempestade Conservadora 8:O que a Álgebra tem de diferente de suas bandas anteriores?
ED:Temos nossa própria história pessoal, próprios gostos musicais e todo mundo na banda tem suas diferenças e através disso, chegamos nesse resultado. Dá para ouvir muitas influencias de bandas antigas, mas tentamos consolidar o melhor do que gostamos para entregar algo poderoso que inspira algumas pessoas da mesma forma que fomos inspirados por outras bandas. Tentamos ter um som equilibrado e natural, sem demais intensidade nas músicas, na tecnicidade ou na produção, ao contrário de muitas bandas hoje.
Tempestade Conservadora 9:Qual foi a recepção deste álbum?
ED:Vai sair agora no dia 30 de setembro, mas os dois singles já tiveram muita boa recepção e alguns webzines já deram uma avaliação muito boa sobre o álbum e que eles já receberam de antemão.
Tempestade Conservadora 10:A Banda terá shows ou turnês a fazer em 2019?
ED:Ainda não, mas queremos. Eu adoraria voltar ao Brasil e tocar aí. É um país onde morei dois anos e meio e que adorei.
Tempestade Conservadora 11:Como é a Cena Metal da Suíça?
ED:Na parte francesa onde vivemos, as pessoas escutam muito post-hardcore e Deathcore. Então, não é tão adaptado para nós, mas sempre tem pessoas mais old-school que gostam de vir aos shows. Na parte suíço-alemã, porém tem muito mais metaleiros old-school. Não conheço muito a cena suíço-italiana, mas já escutei algumas coisas meio heavy, progressivas e sinfônicas.

Tempestade Conservadora 11:Como é a Cena Metal da Suíça?
ED:Na parte francesa onde vivemos, as pessoas escutam muito post-hardcore e Deathcore. Então, não é tão adaptado para nós, mas sempre tem pessoas mais old-school que gostam de vir aos shows. Na parte suíço-alemã, porém tem muito mais metaleiros old-school. Não conheço muito a cena suíço-italiana, mas já escutei algumas coisas meio heavy, progressivas e sinfônicas.

Tempestade Conservadora 12:A Banda conhece e gosta do Metal Brasileiro?
ED:Os heróis da minha vida são o Sepultura. Adoro o antigo Sepultura, mas também o novo, especialmente Nation e Roorback, e a maioria dos novos projetos do Max e Iggor. Vou ter a sorte de conhecer o Derrick em outubro, durante uma master class que vai dar na Suíça. Também gosto do Krisiun, conheci o Alex durante o show do Testament e do Cannibal Corpse em São Paulo e dei para ele um disco do Algebra. Tive quatro aulas de guitarra com o Edu Ardanuy. Ele é muito legal, toca pra caralho e as dicas foram muito boas. Sou amigo com Denis, o baterista da banda Ancesttral. Tocamos algumas vezes covers do Sepultura e Slayer em São Paulo com outro amigo que é o Laerte e assisto muitos videos de Kiko Loureiro que dá muito boas dicas.
Tempestade Conservadora 13:A Banda acredita que este álbum é conceitual?Sim ou Não e Porque?
ED:Acho que sim, pois as letras são uma história sobre quem somos e onde vamos, seguindo o caminho dos álbuns anteriores e do que significa o nome Álgebra: o Universo é matemática e quem controla os dados e entende como usá-los tem o poder. Essa descoberta está nas mãos da humanidade e está propulsando nossa evolução, crescimento, agressividade e desigualdades, constrangidos por egoísmo, ansiedade e por estar em um planeta com espaço e recursos limitados. Agora estamos preocupados com sustentabilidade, mas a maioria não quer deixar de ter filhos, ganhar e consumir mais, as empresas, as organizações e as nações também não podem deixar de ser número um ou elas vão ser comidas pelas outras.
Tempestade Conservadora 14:Qual a ideia do desenho de capa do álbum?
ED: Escolhí essa imagem pois representava muito bem as letras. A figura tem muitas aparências diferentes e então para mim teve uma história muito interessante para contar. De alguma forma, parece uma múmia, representando para mim a humanidade antiga com nossos valores e forma de viver que já se apagaram. No olho do lado esquerdo aparece uma luz, representando algo que está nascendo no lugar da múmia. Também parece o Terminator que é como se fosse se transformando em um robô e isso seria a inteligência artificial ou o Deus da Tecnologia que irá nos substituir. A figura parece também velada, o que poderia representar as metáforas religiosos que aparecem em vários momentos dentro das letras. As mãos parecem claras, como se representassem a Mão Invisível do Adam Smith da qual falo na música Pulse?. Digo que a Mão Invisível nos asfixia, representando o fato que o humano é um ser egoísta, descontrolado e não cooperativo que vai se auto-destruir. Dentro do peito tem dois monstros, um de cada lado e acho que são duas doenças que estão se enfrentando. À nossa direita, no lugar do coração seria o coração corrupto dos humanos e à esquerda, um monstro parecendo mais a um extraterrestre. Esse segundo monstro seria o impacto da tecnologia que ainda não conhecemos e que vai vencer e tomar nosso lugar. No final, a pergunta Pulse? está pondo em dúvida se ainda estamos vivos.
Tempestade Conservadora 15:Como a banda chegou na Unspeakable Axe Records?
ED:Sempre fomos DIY e gravamos no nosso estúdio com recursos limitados. Além dos shows, divulgamos nossos discos no youtube e outros canais da rede global e por esse meio obtivemos a maioria dos nossos seguidores. Um distribuidor chamado Stormspell nos contactou em 2013 para relançar 500 cópias do álbum Polymorph junto com o EP Procreation e esgotou o lote.O Eric da Unspeakable Axe Records ouviu e na sequência nos assinou para os álbuns seguintes. É um cara que trabalha muito bem e assina muitas bandas underground boas.Inclusive a banda Ripper que vai ter um disco saindo agora.
Tempestade Conservadora 16:A Banda sentiu diferenças na parte lírica e no som entre Feed The Ego e agora em Pulse?
ED:Sim, os álbuns anteriores também tinham esse objetivo mas essa vez tudo está mais trabalhado, a parte lírica é uma história mais coerente onde cada música se encaixa em uma sequência de eventos. Com as experiências passadas, agora tudo está melhor no Pulse? Na composição, os riffs, os solos, as estruturas, as letras e os vocais estão todos melhores. As linhas de baixo se encaixam melhor com a bateria. Na parte técnica, gravamos com mais convicção e tem mais partes feitas em uma gravação, quase não tem edição porque gostamos que soe natural. Na parte da produção quase não tem efeitos, por exemplo tem nenhum delay nos solos e parece ter pouco ou nenhuma reverberação na voz.
Tempestade Conservadora 17:Mandem uma mensagem aos fãs,a entrevista acabou
ED:Obrigado pelo suporte aos que já nos seguem e aos novos que poderiam nós descobrir. Espero realmente que possamos vir ao Brasil algum dia e obrigado ao Felipe por essa oportunidade e as boas perguntas. Um abraço!

Publicado por Lipetempestade

Uma pessoa de personalidade forte mas disciplinadora e exigente

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