Entrevista 167 com a Banda Portuguesa Ravensire


Apresentando a Entrevista 168 Da Tempestade Conservadora conversamos com a Banda Portuguesa Ravensire e eles lançam seu terceiro álbum intitulado como A Stone Engraved in Red.Antes da entrevista,esclarecendo que a banda fará a sua apresentação musical.Por isso,não precisamos fazer a apresentação deles.Dito isso,Vamos a entrevista!

Tempestade Conservadora 1:Apresentem a banda pra gente?
Ravensire:Olá Felipe e pessoal do Brasil! Nós somos o Ravensire e somos uma banda de Heavy Metal crú e apaixonado que existe desde 2011 e que já lançou um mini-CD chamado “Iron Will” em 2012 e três álbuns que se chamam “We March Forward” feito em 2013,“The Cycle Never Ends” que foi feito em 2016 e “A Stone Engraved in Red” que foi feito em 2019.O line up é: Nuno na guitarra, Rick como vocais e baixo, Mário na segunda guitarra e Alex na bateria.
Tempestade Conservadora 2:Falem sobre o trabalho de composição em A Stone Engraved In Red?
Ravensire:O nosso trabalho de composição não mudou ao longo dos anos. Basicamente alguém, normalmente um guitarrista compõe o esqueleto de uma canção e traz para a sala de ensaio onde depois cada um acrescenta as suas partes. Damos sempre rédea solta para que cada um encontre a interpretação que acha mais adequada para o seu instrumento e as coisas fluem. Normalmente, a última coisa que é trabalhada é o vocal.
Tempestade Conservadora 3:A banda escolheu algum single para este álbum e o porque da escolha?
Ravensire:Foram lançadas duas músicas antes da saída do disco que são “Carnage at Karnag” e “After the Battle”. Ambas são músicas muito fortes e são demonstrativas do tipo de som que se pode esperar não só de “A Stone Engraved in Red”, mas também do Ravensire! Hinos guerreiros, brutos, mas também com muitas mudanças, trechos acústicos, solos melódicos, melodias.Enfim,um mix de tudo o que nós trazemos para os nossos discos.
Tempestade Conservadora 4:No começo da banda,Quem Influenciou o som de vocês?
Ravensire:Mais uma vez, as influências não têm variado muito. Nós tanto vamos beber da inspiração ao passado mais conhecidos como Iron Maiden, Manowar, Judas Priest e etc. ao passado mais obscuro como Holy Terror, Brocas Helm, Deaf Dealer e etc.Como ao presente que são Doomsword, Slough Feg,Terminus, Silver Machine e uma grande infinidade. Arrisco-me até a dizer que presentemente prestamos mais atenção ao que vai saindo de bandas contemporâneas do que ao arquivo do passado. O Metal está fresco e de boa saúde e saudosismo e nostalgia a mais do passado não é preciso! Falando nisso, Ouçam o novo disco de Grey Wolf e aproveitem e ouçam também os anteriores que está uma bomba! É neste momento a minha banda Brasileira preferida!

Tempestade Conservadora 5:Qual o tema lírico do álbum?
Ravensire:Exploramos três vertentes nas nossas letras: mitologia, história e alguma fantasia de horror. Os escritores que mais influenciam as letras são pessoas como H.P. Lovecraft, Robert E. Howard, Edgar Allan Poe, Clarke Ashton Smith, Homero e outros mais contemporâneos como Bernard Cornwell, por exemplo. Há músicas que pegam em fatos históricos e criam uma história à volta, outras que são pequenos contos de horror e outras que pegam em mitologias e desenvolvem o tema. Quem gostar de ler letras com bastante significado e trabalho de pesquisa encontrará algo a seu gosto.
Tempestade Conservadora 6:A banda terá shows ou turnês a serem feitos em 2019?
Ravensire:Sim, este ano já demos alguns shows em Portugal e França e após Agosto.Julho e Agosto são meses de férias, basicamente. Contamos voltar aos shows. Já temos algumas datas a serem acertadas, mas a seu tempo iremos divulgar a informação.
Tempestade Conservadora 7:A banda conhece e gosta do Metal Brasileiro?
Ravensire:Claro que sim! E já de há muitos anos! Eu comecei a ouvir Heavy Metal em 1986 e por volta de 1987 e 1988 já conhecia Sepultura, Sarcófago, Dorsal Atlântica, MX, Korzus e muitas mais! Nós estávamos bastante ativos na cena do tape-trading e por isso, rapidamente íamos tendo acesso as pérolas do underground. Além disso, um amigo nosso foi ao Brasil em 1988 e veio de lá cheio de LP’s que depois começamos a ouvir incessantemente: Overdose, Mutilator. Como nessa altura estava tudo muito focado mais no Thrash, e foi esse o meu primeiro contacto. Mas passado uns tempos, comecei a “escavar” o Heavy Metal mais melódico e encontrei mais um baú cheio de pérolas! Harppia, Centúrias, Platina, Azul Limão. Poxa, São tantas! Das bandas mais recentes, já falei no Grey Wolf, mas nunca é demais reforçar!
Tempestade Conservadora 8:Como foi fazer a experiência de fazer dois álbuns Split ou seja, em conjunto com outras bandas?
Ravensire:Bem, na realidade não foram bem dois split albums. Foi um split single com os nossos irmãos norte-irlandeses do Terminus e uma edição especial de comemoração dos 30 anos de Alkateya, uma banda Portuguesa que muito mexeu connosco. Como estavam prestes a lançar um novo trabalho, surgiu a ideia de pedir a algumas bandas e nós incluídos que gravassem um tema deles para se fazer um LP em que de um lado estariam os temas novos de Alkateya e no outro, o tributo que as bandas lhe prestavam. Gravámos as músicas “The Call and the Crash e All Men Stand Still e o disco ficou fantástico.
Tempestade Conservadora 9:Este álbum é conceitual?Sim ou Não e Porque?
Ravensire:Não é um álbum conceptual. Para se fazer um álbum conceptual tem que haver um tema forte, interessante e com material suficiente para que atravesse o disco todo. Ainda não encontrámos esse tema, mas quem sabe no futuro.
Tempestade Conservadora 10:A Banda tem algum sonho?
Ravensire:Vivemos esse sonho todos os dias desde 2011: fazer Heavy Metal à nossa maneira, editar discos e tocar ao vivo. Não é preciso mais! Tempestade Conservadora 11:Qual a ideia da Capa do álbum?
Ravensire:A capa do disco foi inspirada na música “After the Battle” que é um tributo ao malogrado Mark “The Shark” Shelton. A letra fala de um guerreiro que jaz às portas da morte. Após uma batalha que perdeu e como sabem, o Shark morreu logo após terminar um concerto na Alemanha. Embora trágico, não consigo conceber uma melhor maneira para ele morrer, do que a fazer algo que ele amava há tantos e tantos anos! Na capa pode ver-se o guerreiro agarrado à pedra inscrita a vermelho ou A Stone Engraved in Red com os inimigos todos prestes a darem a estocada final.

Tempestade Conservadora 12:O que a banda planeja mudar para os próximos trabalhos?
Ravensire:Não acho que grande coisa vá mudar no futuro. Ainda não começámos a composição de novas músicas, mas o nosso padrão e a nossa identidade já estão bastante bem definidas pelo que havemos de continuar a seguir este trilho.
Tempestade Conservadora 13:Falem sobre a Cena Metal Portuguesa?
Ravensire:A cena do Metal em Portugal está com algum dinamismo. Temos bastantes bandas a tocar e algumas estão a saltar para os palcos da Europa. Nomes como Midnight Priest, Ironsword e Attick Demons provavelmente já não serão desconhecidos do pessoal Brasileiro.Depois há outros como Lyzzard, Wanderer, Speedemon, Filii Nigrantium Infernalium, Decayed, Thugnor e The Unholy e dentre outros que são também bem interessantes!
Tempestade Conservadora 14:Como a banda chegou na gravadora Cruz Del Sur Music?
Ravensire:Desde que saiu o nosso primeiro mini-CD “Iron Will” que conversamos com o Enrico que é o chefe da Cruz del Sur e já tínhamos falado sobre a possibilidade de ter editado o primeiro longa duração “We March Forward” com ele, mas os timings não eram propícios para nós. Após o lançamento do “We March Forward”, voltámos a conversar, desta vez frente a frente num restaurante em Atenas. Durante o Up The Hammers e ficou combinado que enviaríamos uma pré-produção de alguns temas em que estávamos a trabalhar para ele ver se gostava. Pouco tempo depois que fizemos isso, ele gostou bastante e foi assim que assinamos para o lançamento do “The Cycle Never Ends”.
Tempestade Conservadora 15:Que tipo de batalhas a banda aborda em suas músicas?
Ravensire:Batalhas reais,imaginárias e acima de tudo, de superação de sobre si próprio.São estas últimas que aliás,são as mais importantes!
Tempestade Conservadora 16:A Banda sentiu alguma diferença no som e na parte lírica entre Tyrant´s Dictum e agora em A Stone Engraved In Red?
Ravensire:Bom, com a saída de dois integrantes após a gravação do single “Tyrant’s Dictum”.o Francisco Machado que era nosso baterista e o Zé Rockhard que era nosso guitarrista é normal que com a entrada do Alex e do Mário a interpretação individual nos instrumentos fosse sempre diferente. No entanto, tanto em um como no outro, soubemos integrar muito bem o espírito da Ravensire.Pelo que embora hajam as naturais diferenças individuais no que toca ao instrumento, a matriz mantem-se a mesma.
Tempestade Conservadora 17:Mandem uma mensagem aos fãs,a entrevista acabou.
Ravensire:Muito obrigado por esta oportunidade de falar sobre Ravensire! Se ficaram curiosos com o nosso som, vão à nossa página Bandcamp:
http://ravensire.bandcamp.com/ e ouçam os nossos lançamentos. Se gostarem, agradecemos o apoio se quiserem comprar alguma coisa, seja CD, LP ou download digital!Para se manterem actualizados sobre as nossas actividades e novidades, podem fazer “gosto” na nossa página de facebook: http://www.facebook.com/ravensire
STAY TRUE!

Publicado por Lipetempestade

Uma pessoa de personalidade forte mas disciplinadora e exigente

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