Entrevista 769 com a Banda Portuguesa Sotz


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Review da Banda Portuguesa Sotz

A Sotz foi formada em 2008, por João “Jisus” Rocha, com inspiração na antiga civilização maia. A palavra “Sotz ‘” se traduz como “morcego” na língua nativa dos antigos maias. No início, este projeto foi desenhado para ser um “projeto doméstico” que nunca seria lançado. Depois de alguma pressão de Pedro Magalhães, eles tornaram realidade, juntos.Entre 2012 e 2015, dedicou-se a completar o line-up, pelo que em outubro de 2017 foi lançado o EP, “Tzak ‘Sotz'”, que significa “conjurar o espírito do morcego”, com 5 faixas originais lançadas via Raising Legends Records.Em 2018, Sotz ‘iniciou a sua digressão por Portugal, tendo estado presente no festival Laurus Nobilis Music Famalicão 2018.Ainda em 2018, Sotz ‘lançou um novo single intitulado “Baak'”, que significa “Osso” na língua indígena.Após algumas mudanças na formação, Sotz ‘estabeleceu seu melhor e poderoso time, celebrando-o com o novo álbum intitulado como “Popol Vuh” uma narrativa sagrada fundamental que inclui o mito da criação maia, as façanhas dos heróis gêmeos Hunahpú e Xbalanque e difundindo o culto à honra.Então, em 2 de novembro de 2020, o mexicano “Dia dos muertos”, Sotz ’decidiu lançar seu primeiro álbum naquela data. “O Popol Vuh conta com três convidados especiais: Stefano Franceschini que toca na banda Aborted e Hideous Divinity , Sérgio Pinheiro com a Dark Oath e Ricardo Pereira da banda Moonshade.Junto com esta pandemia, Sotz ‘cancelou alguns shows em 2020, mas atualmente está planejando turnês para 2021.A primeira confirmação para 2021 é em 31 de julho com o Vagos Metal Fest 2021, o festival mais importante de Portugal, onde estarão presentes bandas como Emperor, Cattle Decapitation, D.R.I, Sick of it All e Kataklysm.Agora,vamos a entrevista 769 com a Banda Portuguesa Sotz.Não sem antes,colocarmos uma música deles para nós curtimos em todas as nossas emoções.

TC 1:Quem é quem na banda ?

Emanuel Ribeiro:Sotz’ é constituído por Dan Vesca na voz, Jisus Rocha na guitarra, Pedro Magalhães na guitarra e eu, Emanuel Ribeiro no baixo. Atualmente na bateria temos o nosso amigo Luís Moreira como músico de sessão.

TC 2:Falem sobre o trabalho de composição em Popol Vuh?

Emanuel Ribeiro:Surgiu da sinergia entre os guitarristas Jisus Rocha e Pedro Magalhães, onde os restantes elementos se foram moldando as necessidades do que era pretendido, dando origem ao produto final deste trabalho.

Jisus Rocha:Ora bem, pouco adicionarei ao que o Emanuel referiu. A composição surgiu inicialmente pelas guitarras com base nas sensações líricas e mensagens transmitidas pela civilização maia.

TC 3:Qual o tema lírico do álbum ?

Jisus Rocha: Isso remonta aos primórdios do início deste projeto que, inicialmente, foi idealizado para ser um projeto caseiro e não ser concretizado como banda. Este e todos os álbuns de Sotz’ terão como fundamento e influência na cultura Maia que tanto nos fascina.

TC 4:Quais bandas inspiram vocês ?

Emanuel Ribeiro:Para mim, sem dúvida as bandas Satyricon e Rotting Christ. Mas poderia enumerar imensos nomes.

Jisus Rocha:Ui, tantas. Todos nós em Sotz ouvimos e seguimos bandas tão diferentes. Mas se tiver de escolher três diria: Neurosis, Gojira e Gorgoroth.

TC 5:Qual banda portuguesa vocês adorariam dividir o palco e porquê?

Emanuel Ribeiro: Já tive a oportunidade de partilhar o palco com muitas boas bandas portuguesas, mas neste momento não tenho nenhuma em especial.

Jisus Rocha : Eu vejo-me nas palavras do Emanuel, mas há bandas que nos marcam na alma para todo o sempre, não só pela excelente música, mas também pela amizade e companheirismo! Por isso, não escolherei uma, mas sim três: Adamastor, Dark Oath e Moonshade. Caso não conheçam, pesquisem porque vão gostar certamente!

TC 6:O que são Tikal, Baalam, Pakal e Kukulkan?

Jisus Rocha: Ora bem, de forma rápida Tikal foi uma cidade soberana. Baalam significa Jaguar, animal muito estimado pela cultura representando a força, coragem e honra. Pakal foi um rei” maia de suma importância e a sua dinastia foi importantíssima na cidade de Palenque. Kukulkan é o deus serpente emplumada, o deus que prometeu retornar no futuro. Este é possivelmente, a divindade mais importante para todas as culturas daquela região visto que os Aztecas também têm o mesmo deus, mas com o nome “Quetzacoatl”.

TC 7:Qual a ideia da capa do álbum?

Jisus Rocha :Ora bem, para a cultura maia Popol Vuh era considerado como o livro da comunidade” onde tema a conceção da criação do mundo. Uma das histórias nele existente, é a história de dois irmãos gémeos Semi-deuses para vingar e honrar os seus Pai e Tio que foram mortos pelos deuses de Xibalba que é o Inferno Maia. Por isso, nesta capa temos honrosamente os irmãos Xbalanque e Hunahpu.

TC 8:Além da música, o que a banda executa para o mundo?

Emanuel Ribeiro – Como atividades profissionais? Ora bem, o Jisus é arquiteto, o Pedro é soldador e sem dúvida o membro com o trabalho mais metal, o Dan é operador fabril e eu, de momento, trabalho em management de bandas e organizador de eventos pela Tuga Gesso.

TC 9:Foi escolhido algum single para o álbum? Se sim, tem algum motivo?

Jisus Rocha:Sim. A Música The Return of Kukulkan. Foi o tema propulsor deste álbum, e sem dúvida alguma, nele temos tudo. Mensagem, harmonias, sensações, cultura, etc. É um tema muito especial para nós.

TC 10:A banda sente diferenças sonoras e líricas entre Tzak’ Sotz’ e agora em Popol Vuh?

Emanuel Ribeiro:Ao contrário do Tzak’ Sotz’ cuja temática lírica é um pouco mais variada, apesar de ter a base da civilização, Popol Vuh possui uma temática 100% Maia, o que levou a grandes mudanças a nível sonoro, sobretudo a nível do ambiente criado em cada composição. Cada música é um momento, uma mensagem e uma representação do sentido de esperança e honra que hoje, mais do que nunca, precisamos.

TC 11:Algum livro retrata ainda que de forma pequena o que vocês falam em suas músicas? Se sim, diga o nome.

Jisus Rocha: Não há um livro específico que nos faça guiar. Há sim muitos livros de história maia, documentários e filmes como o Apocalypto, por exemplo e contato com pessoas diretamente relacionadas com a cultura. Aproveito para agradecer uma vez mais toda a ajuda do Ricardo Pereira, a sua namorada Sofía Hernandez e sua avó Rosario Figueroa, que são mexicanas e falam maia!

TC 12:O que Sotz tem de diferente de suas bandas anteriores?

Emanuel Ribeiro:Sobretudo o conceito. Jisus Rocha: Acho que o conceito é o fator diferenciador também.

TC 13:Como surgiram os convites para Stefano Franceschini, Sérgio Pinheiro e Ricardo Pereira?

Jisus Rocha – Ora bem, em relação ao Stefano Franceschini que já trabalhou com Aborted e HideousDivinity, eu tive a oportunidade de o conhecer no Vagos Metal Fest 2019 enquanto trabalhava no Backstage do palco onde Aborted tocou. Eu sou um seguidor do trabalho dele faz anos e claro que não deixei escapar a oportunidade de convidar um dos meus baixistas metal favoritos para participar no tema “Tree of Knowledge e logo ele aceitou sem pensar duas vezes! Em relação ao Sérgio Pinheiro que já trabalhou com a Dark Oath, ele é um companheiro de banda e amigo próximo do nosso produtor Afonso Ribeiro que trabalha na TitanforgedProductions e na Dark Oath. Enquanto, estávamos em processo de gravação o Afonso propôs, e bem que o tema “Eye of Baálam” deveria ter um solo de guitarra tão poderoso quanto o restante da música, aconselhando o Sérgio como um excelente candidato. Já conhecíamos a sua mestria na guitarra em Dark Oath e no seu projeto pessoal. Não hesitamos em aceitar esta proposta e não nos arrependemos! Em relação ao Ricardo Pereira que é da banda Moonshade foi uma decisão de banda. Para além de um excelente profissional e de ter uma voz incrível e inconfundível, ele é um amigo próximo de todos nós. Não só nos emprestou a sua voz no tema “Prospects of Pakal” como também nos ajudou na composição lírica do trabalho, juntamente da Sofia e sua avó Rosário, conforme disse antes.

TC 14:É um álbum conceptual? sim ou não e porquê?

Emanuel Ribeiro: Sim, é um álbum liricamente conceptual da civilização Maia. No entanto, pretendemos fazer alguma referencias ao interior ou à alma do ser-humano, baseado no contexto filosófico da civilização Maia.

TC 15: Todo mundo torce para o FCPorto?

Jisus Rocha & Emanuel Ribeiro: Obviamente que sim!

TC 16:Mensagem aos fãs,A Entrevista Acabou!

Emanuel Ribeiro:Protejam-se, curtam e Bota Que Tem!

Jisus Rocha: Sejam felizes e façam os outros felizes!

Publicado por Lipetempestade

Uma pessoa de personalidade forte mas disciplinadora e exigente

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Guilherme Angra

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